4 crises econômicas no Brasil



Estamos vivendo um período difícil por conta do Corona Vírus, fazer ou não um isolamento vertical para minimizar os efeitos na economia são sempre debatidos. Para superar essa fase, perguntamos o que podemos aprender com as outras crises econômicas que o país sofreu?


Mas você sabe como essa história começou?


Surge em dezembro de 2019 um vírus, até então desconhecido por todos, com um poder de contaminação extremamente eficiente, sua disseminação começou pelo mercado de alimentos situado em Wuhan na China, onde os animais ali vendidos estavam contaminados.


Em janeiro de 2020 foi divulgado que o surto era causado por uma mutação do Corona Vírus – este já conhecido anteriormente por outras duas mutações que contaminaram diversos países, a SARS e o MERS – a mutação atual foi nomeada como Covid-19.


A grande preocupação mundial é a sua velocidade de contaminação que pode sobrecarregar o sistema de saúde e consequentemente aumentar a taxa de mortalidade da população, em apenas três dias apareceu o primeiro caso fora da China.



Como forma de diminuir a velocidade de transmissão do Corona Vírus, países vem decretando medidas restritivas para o trânsito de pessoas, iniciando por um isolamento voluntário até a quarentena obrigatória.


No Brasil os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro decretaram a quarentena obrigatória, essa decisão cria o cenário do maior lockdown (paralisação de todas as atividades não essenciais – restaurantes, comércios, parques, shoppings etc) da nossa história.


E como isso impacta na economia?


A grande discussão no momento refere-se à economia x saúde, por mais que a saúde pública seja o foco necessário, muitos se questionam sobre a capacidade do Brasil em se manter parado por tanto tempo.


Com a previsão do lockdown durar 2 meses, o impacto no PIB já será de 4% no final do ano, segundo o economista Celso Toledo.



Com a quarentena e as medidas tomadas pelo governo, com o objetivo de minimizar os impactos, é previsto a próxima recessão econômica no país e talvez no mundo.


A crise está muito recente e todas as medidas ainda não foram tomadas, portanto é muito difícil prever um plano de ação, o que podemos fazer é estudar nossa história e aprender com ela.


Veja a lista com algumas crises que ocorreram no Brasil.

1. Crise de 1962


O governo de Juscelino Kubitschek (mandato de janeiro de 1956 a janeiro de 1961) deixou de herança a Jânio Quadros uma alta taxa de inflação, déficit público elevado e deterioração das contas externas, com objetivo de criar melhorias no país.


Os investimentos foram na área de transportes (rodovias e ferrovias), insumos básicos, indústria automobilística e áreas energéticas.


João Goulart assume a presidência após a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O país vivia um momento de tensão social, uma briga política entre direita e esquerda, João Goulart considerado de esquerda, cria o plano Trienal de Desenvolvimento Econômico.


O plano previa reduzir a inflação e o custo social, incentivar a educação, pesquisa, tecnologia e saúde, reduzir a desigualdade e refinar a dívida externa.


Por conta das divergências políticas seu plano não foi bem-sucedido - logo no primeiro trimestre houve uma queda de vendas das indústrias automobilísticas e na construção civil -, além disso tempos depois o Brasil sofre com a intervenção Militar em 1964.



2. Ditadura Militar 1964


O país ainda sofria com a crise econômica do governo de Juscelino Kubitschek, os militares agora no comando criaram um plano chamado de Milagre Econômico, onde houve o crescimento do PIB e da produção industrial entre 1968 a 1973.


Nesse período aconteceram investimentos nos setores de bens duráveis e de bens de capital, surgiram também grandes construções como a Ponte Rio-Niterói e a Usina de Itaipu.


Os resultados desse plano foram maquiados pelos militares, foi visto como o grande responsável por diminuir a inflação, porém as consequências reais foram o endividamento externo e maior desigualdade social.


3. Hiperinflação 1973


As consequências da Ditadura Militar perduraram até o Plano Real em 1994, várias foram as tentativas de salvar a economia, houve diversas trocas de moedas visando amenizar a hiperinflação, onde os produtos variavam de preços ao longo do dia.


Hábitos de compras da população iniciaram nesse período e são replicados ainda atualmente, como fazer a compra do mês, por exemplo.


As áreas que mais lucraram com esse período foram além dos setores de bens de consumo, empresas de calculadora e agências bancárias (aconteceram incentivos econômicos para abrir agências em municípios distantes).


4. A Grande Recessão 2008


Os Estados Unidos estavam passando por uma grande Bolha imobiliária, os bancos criaram uma linha de crédito fácil, que a população utilizava para investir em imóveis – os chamados Subprimes – o volume de financiamento desse tipo passou a ser gigantesco.


Os bancos criaram um pacote de investimentos que misturava essa dívida de alto risco com dívidas de baixo risco, esses CDO - como ficaram conhecidos - foram vendidos para o mundo todo, com destaque aos países da Europa.


O que antes era visto como um bom negócio foi o estopim da grande recessão, os empresários apostaram no pacote e isso causou uma quebra mundial da economia. Países passaram a recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e a União Europeia.


Para o empréstimo ser validado corte de gastos, redução de folha de funcionários públicos, privatizações, contenção de direitos trabalhistas e redução média salarial.


No Brasil a crise causou menos impactos, porém houve uma redução do imposto sobre o Produto Industrializado para a linha de automóveis, eletrodomésticos e materiais de construção, com a finalidade de incentivar o consumo de bens agregados.


Você percebeu o que se repete nesses períodos?


Notamos que existe um ciclo, incentivos econômicos do governo sempre estão voltados à indústria, com destaque às empresas automobilísticas, e ao setor de construção civil. Com o objetivo de voltar o consumo da população e fazer a moeda circular novamente.


Para te ajudar nesse momento criamos uma lista com 8 dicas para a sua empresa não despencar em momentos de crise, confira!

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