Conforto ambiental: soluções arquitetônicas

Atualizado: 25 de Jul de 2019




Grande parte da população vive em centros urbanos e passa muito do seu respectivo tempo em edificações.


Sejam relacionadas a trabalho, estudos, lazer ou afins.


Com o conforto ambiental, essas pessoas já tem a oportunidade de ter qualidade de vida e saúde vivendo em edifícios.


Através do desenvolvimento da arquitetura e da tecnologia, a satisfação na hora de realizar construções mudou.


Agora ficou mais fácil construir um ambiente com conforto térmico, acústico, visual – e claro, ambiental.


O conforto ambiental carrega três conceitos: social, ambiental e econômico.


No momento que o arquiteto escolhido se compromete com o projeto arquitetônico, deve utilizar o conforto ambiental com essas três vertentes.


Afinal, esse conforto deve funcionar de todas as formas.


É uma grande responsabilidade para o profissional que cria o projeto, entretanto, os resultados são mais do que satisfatórios.


É necessário unir o conforto com as questões ambientais – assim como o nome já determina.


Dessa forma, não é possível fazer uma construção que favoreça o conceito ambiental e deixar de lado o conforto do cliente.


E é claro, de nada adianta elaborar um projeto bonito, confortável e acabar esquecendo do significado ambiental que deveria ser retratado.


Vamos combinar: é um processo difícil de realizar, não é mesmo?


Mas com profissionais qualificados, não há com o que se preocupar.


Além disso, acompanhar o projeto de perto é algo muito importante para certificar-se que tudo está no caminho correto.


Agora que abordamos um pouco do conceito do conforto ambiental e suas vertentes, nós vamos nos aprofundar em outros detalhes.


Se interessou? Então, você não pode perder esse artigo de jeito nenhum! Acompanhe:


Conforto térmico





É uma tarefa difícil estabelecer um conforto térmico geral para um ambiente, porque nem todos compartilham da mesma sensação – existem inúmeras considerações a serem tratadas, como por exemplo, faixa etária, gênero e até mesmo alguns costumes pessoais.


No geral, o conforto térmico tem a função de gerar bem-estar as pessoas presentes nos locais, deixando o ambiente estável e confortável.


Portanto, o ambiente não pode estar muito quente e nem muito frio.


Deve haver equilíbrio, para gerar um espaço propício para todos.


Cada cidade tem um clima característico, então não existe uma regra geral.


É preciso fazer uma análise e levar tudo em consideração para aplicar no projeto arquitetônico, seja da luz do sol, estações do ano, temperaturas especificas, ventos, chuvas e tudo que contenha ligação com o conforto térmico e ambiental.


Os benefícios do conforto térmico são diversos: desde a economia e diminuição de gastos ao gerar menos energia, até mesmo para melhorar a saúde e ajudar o meio ambiente.


É uma parte que não pode ser desvalorizada ao realizar um planejamento.


Não deve ser taxado como “jogar dinheiro fora”, pois é uma inovação que possibilita redução de gastos após a construção.


É necessário lembrar da importância da iluminação natural nesse quesito, juntamente com o conforto visual.


São outros fatores para melhorar a vida de quem vive em edificações.


Existem muitas soluções de conforto ambiental e os arquitetos seguem buscando por novas.


Tais como fachadas ventiladas, ventilação cruzadas, vidros específicos, películas low-e, paredes e tetos verdes, beirais, brises, pé-direito duplo – são muitas tecnologias, que tendem a se renovar e inovar todos os anos.


Sendo assim, escolhemos alguns desses exemplos para abordar nesse artigo. São eles:


Vidros


Os vidros têm a função de proteger e controlar a luz e o calor das edificações, e por isso, deve ser escolhido com cautela e precaução – como frisamos anteriormente, cada cidade pede por uma tecnologia especifica, levando em conta vários fatores climáticos.


O arquiteto escolhido deve ter conhecimento de qual é o vidro correto para se usar no projeto em questão.


Antes de testar na obra, é mais fácil visualizar os vidros em outras edificações, assim fica mais fácil ver a eficácia e utilidade que ele tem.


A escolha do vidro não pode ser deixada para última hora, pois se for feito sem conhecimento, pode gerar inúmeros problemas, inclusive mais gastos para a construção.


Classificando os vidros:

  • Vidro comum: pode ser classificado como padrão. Sua característica predominante é a sua função de fechamento.

  • Vidro colorido: seu papel é evitar a entrada de infravermelhos.

  • Vidro metalizado: já esse, sua funcionalidade se baseia em refletir grande parte da radiação solar que está exposto.


Basta fazer uma análise da construção e com conhecimento profundo, escolher qual se classifica melhor para o projeto arquitetônico.


Brises


Com a chegada do calor, a procura por soluções térmicas aumenta. E uma tecnologia que tem feito muito efeito e satisfação são os brises.


A função do brise é barrar a ação do sol, mas continuar com a ventilação no ambiente.


Ou seja, ele retira o incomodo do calor, mas oportuniza a ventilação apropriada.


Esse método é útil não só para construções privadas, mas também para os espaços públicos que visam o bem-estar das pessoas presentes, como universidades, hospitais, colégios, centros comerciais, entre outros solicitados.


Em relação à sua aparência, o seu formato mais conhecido é em lâminas, que carregam o nome de aletas.


Sua instalação é feita do lado exterior das fachadas.


O brise, além de auxiliar no conforto ambiental, também é reconhecido pelo conforto térmico que pode oportunizar.


Outro fator importante é que mesmo seu papel maior sendo driblar os raios solares, ele ainda oportuniza uma visão ampla de quem está do lado de dentro do edifício.


Os tipos de brises são básicos: verticais e horizontais.


Os brises verticais recebem o sol da manhã e da tarde, já os brises horizontais recebem o sol durante o dia inteiro.


Além disso, podem ser classificados em fixos e móveis.


Materiais que são usados na sua criação:


  • Aço;

  • Alumínio;

  • Madeira;

  • PVC.


Como já frisamos as vantagens dos brises, que são excelentes e viáveis, temos que falar sobre sua desvantagem.


A sua desvantagem se trata da limpeza e manutenção constante, entretanto, se a edificação contar com esses serviços, não há com o que se preocupar.


Com certeza as vantagens ultrapassam as desvantagens, não é mesmo?


Fachadas ventiladas


As fachadas ventiladas possuem um conceito natural, sustentável e de conforto térmico.


É um método que usufrui tão bem dos seus elementos naturais, que acaba economizando e reduzindo o uso de energia de um edifício entre 30% e 50%.


Uma redução bem significativa e importante, né?


Simplificando, o método usado é feito para criar um tipo de segunda pele em relação a fachada principal, visando a proteção e sendo ancorada na estrutura do edifício.


Seu principio é o sistema de juntas abertas, que se baseia em um sistema responsável por criar a lâmina de ar na cavidade entre essas duas paredes em questão.


Se você se interessou pelas fachadas ventiladas, nós listamos outros benefícios que ela possui:


  • Controlar a entrada de água da chuva, eliminando as infiltrações.

  • A limpeza das fachadas é fácil e simples, assim como a sua manutenção. Isso acontece por conta da sua função de controlar água da chuva, e sendo assim, a mesma faz a limpeza do exterior do edifício.


As fachadas ventiladas são muito versáteis, podendo ser encontradas em diversas cores e materiais.


Além disso, outra curiosidade é que ela diminui consideravelmente o tempo de obra.


Possui também, alternativas para a inclusão de isolamento acústico, visando a melhoria do conforto acústico.


Ventilação cruzada


Nada melhor do que utilizar elementos naturais na hora de elaborar um projeto arquitetônico, não é?


A ventilação cruzada é quando utilizam janelas e portas de um ambiente e colocados em paredes opostas ou subjacentes, em direção ao sentido dos ventos locais, e permitindo a entrada e saída do ar.


A sua característica marcante é que a ventilação cruzada traz conforto térmico para o ambiente, onde diminui a temperatura do ar no interior da edificação.


Ar-condicionado


Por mais que o ar-condicionado seja um elemento muito procurado pelas pessoas, na arquitetura ele não aparece em primeiro lugar na lista de soluções arquitetônicas.


Isso acontece porque existem inúmeras formas de trazer conforto ambiental e térmico com outras técnicas, inclusive as naturais.


Entretanto, se as condições climáticas da cidade pedirem, o ar-condicionado deve ser utilizado.


Antes de qualquer coisa, é necessário analisar o clima da cidade em questão.


Existem lugares que não precisam de ar-condicionado e muitas vezes fazem o uso do mesmo.


Se a temperatura não for agradável – seja quente ou fria em excesso – o uso do ar-condicionado é recomendado.


Mas, como foi visto no decorrer do artigo, existem outras maneiras mais solicitas e menos invasivas para o meio ambiente.


Se possível, faça uso delas e ajude o seu bem-estar, sua economia e até mesmo o mundo.


Conclusão


O conforto ambiental é algo que deve ser valorizado em todos os espaços.


Como frisamos anteriormente, esse conforto está conectado não só com o meio ambiente, temperatura e clima, mas também com a economia e o meio social.


Existem muitas maneiras viáveis de traze-lo para diversos espaços – sejam privados ou públicos.


Por fim, nós listamos apenas algumas das soluções arquitetônicas que existem em relação ao conforto ambiental e térmico.


É uma área de constante evolução e crescimento.


Esperamos que você tenha gostado das nossas dicas e use mais ainda em seus projetos!