Acessibilidade em projetos arquitetônicos: o que deve ser levado em consideração?

Atualizado: 2 de Set de 2019




Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) cerca de 24% da população brasileira possui algum tipo de deficiência.


Quando se trata da inclusão desta parcela de brasileiros que possuem condições especiais, um dos grandes desafios do país é possibilitar a criação de meios que possam garantir a interação destas pessoas com o restante da sociedade.


Quando paramos para imaginar a forma que essas pessoas vivem, muitas vezes nos deparamos com um cenário desfavorável, tendo em vista que muitas delas nem sempre podem sair de casa para trabalhar, por exemplo.


Atualmente, quando pensamos na inclusão da população com algum tipo de deficiência no mercado de trabalho, nos deparamos com o singelo número de aproximadamente cerca de 403,2 mil empregados, enquanto o número total de Pessoas com Deficiência (PCDs) chega no patamar de 45 milhões.


Quando imaginamos o acesso e participação destas pessoas a eventos como cinema, shows e até mesmo simples passeios e idas a parques e shoppings, este número tende a ser ainda mais avassalador.


Uma das formas de facilitar a tão sonhada inclusão dos deficientes está no investimento à acessibilidade, que em outras palavras seria fornecer às pessoas portadoras de deficiência o exercício do direito de ir e vir, que está garantido no Artigo 5º, inciso XV da nossa Constituição Federal, mas que nem sempre é respeitado.


Ao termos uma visão mundial da situação das pessoas com deficiência, o país que mais investe em acessibilidade é a Suécia, que mesmo tendo um número bem menor de deficientes que o Brasil, eles vem desde os anos 2000 investindo arduamente em proporcionar uma qualidade melhor da vida à população com condições especiais, criando ambientes adaptáveis e oferecendo uso de tecnologias que auxiliam a interação deste público.


O Brasil, por si só, apesar de não possuir bons números quando o assunto é o tratamento que oferece a suas PCDs, aos poucos vem sendo mudado este cenário:


No ramo da arquitetura, por exemplo, vem ocorrendo o aprimoramento da acessibilidade a edificações e espaços urbanos, e com o auxílio e conhecimento destes profissionais, diversas pessoas com algum tipo de deficiência vêm conseguindo sair de suas casas, aproveitando os espaços urbanos com segurança e confiança.


A norma Brasileira (NBR 9050), por sua vez trata e normatiza a acessibilidade, tem como principal objetivo o estabelecimento de critérios e parâmetros técnicos que precisam ser observados nos projetos de construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliários, espaços e quaisquer outros equipamentos urbanos, devendo adequá-los às condições de acessibilidade.


Ao trabalhar em algum empreendimento, o arquiteto sempre deve se perguntar: Por que devo considerar a acessibilidade em meu projeto?


Para responder tal pergunta devemos pensar naquilo que a NBR 9050 dispõe, tendo a consciência de que todos os profissionais da Arquitetura devem observar e levar em conta em seus projetos que independentemente do local ser um ambiente público ou privado, pessoas com diversas características poderão transitar pelas instalações, sejam elas cadeirantes ou com mobilidade reduzida como idosos e obesos, mulheres com carrinhos de bebê ou pessoas sem nenhum tipo de condição especial.


O fato é que em todo empreendimento os profissionais devem estar atentos para proporcionar amplo acesso para que todos possam transitar de forma autônoma e segura.




Concomitante às normas expostas pela NBR 9050, as tecnologias assistivas tem também auxiliado muito na inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. Este tipo de evolução tem se adaptado a diversos serviços e produtos, como por exemplo: recursos eletrônicos que permitem a comunicação de mudos, equipamentos de síntese de voz, e teclados interativos para deficientes visual, dentro muitos outros produtos que tem sido criados para auxiliar as PCDs.


Voltando ao campo da Arquitetura, sua fusão com as tecnologias assistivas, dizem respeito a projetos que possuem rampas, elevadores e demais adaptações que podem facilitar o dia a dia da locomoção de pessoas com condições especiais.


Nesta área, vale ainda ressaltar que a escolha de materiais compatíveis com tais adaptações é de suma importância para a diminuição de possíveis acidentes, por exemplo.


Quando imaginamos a situação de pessoas com cadeiras de rodas (PCR), muitos apenas imaginam que basta ter uma rampa para possibilitar a mobilidade destas pessoas, no entanto, tal recurso deve ser feito de maneira correta, não basta fazer uma rampa sem que ela esteja devidamente acompanhada de corrimões que possibilitarão o apoio à pessoa, tampouco a rampa não pode ser muito alta, pois tende a dificultar o trânsito dos cadeirantes no ambiente.


Assim, mais uma vez é importante ser ressaltado que a escolha por profissionais qualificados no ramo da Arquitetura é essencial para que estes tipos de erros não ocorram, pois a implementação de técnicas incorretas ou obsoletas podem acarretar acidentes.


Ao pensarmos nos idosos, as atenções também precisam ser redobradas, pois devido a mobilidade reduzida que possuem, as chances de escorregões e quedas são altas.


Pensando nisso, um exemplo de projeto que proporciona a acessibilidade deste público com segurança e autonomia, diz respeito à colação de pisos com materiais antiaderentes, que geram firmeza e confiança às pessoas que irão transitar em determinado ambiente.





Outra questão que é de suma importância quando o assunto é a acessibilidade, se relaciona ao conjunto de disposições acerca das sinalizações obrigatórias, que estão expostas na NBR 9050, onde é essencial que as edificações, sejam elas públicas ou privadas, possuam um projeto de sinalização de acessibilidade.


Nestes casos ter placas que indicam os itens e recursos acessíveis, obedecendo ainda alguns parâmetros:


As placas precisam ser relativamente grandes, para que pessoas com baixa visão consigam enxergar, e ainda precisam conter relevos para que os deficientes visuais consigam compreender as informações lá colocadas.


Bem como a instalação de mapas táteis é de grande importância, e neste ponto ressalta-se ainda que a NBR 9050 ainda traz consigo as especificações correlatas ao tamanho, altura, profundidade e até mesmo a inclinação do objeto.





Outrossim, a colocação de pisos táteis também é de imensa importância, pois possibilita a locomoção segura bem como autônoma de deficientes visuais.


Neste passo, ressalta-se mais uma vez que a figura e atuação dos profissionais de Arquitetura se torna essencial, pois desconsiderar tais normas pode acarretar inclusive a cassação do alvará de funcionamento da edificação e seu fechamento.




Na maioria dos depoimentos de pessoas com deficiência cedidos às mídias, é possível verificar que boa parte delas expõe que encaram suas limitações como uma espécie de combustível para superarem e aprenderem a adaptar-se às suas rotinas especiais.


Por isso, neste campo, vale mais uma vez colocar a importância de tratar todos igualmente propondo sempre medidas de inclusão, pois quando cada um faz sua parte, sem sombra de dúvidas tudo ao redor fica melhor.


Quando um arquiteto preciso adaptar uma casa, uma loja ou qualquer outro tipo de empreendimento, é preciso levar em conta e seguir estritamente Manual do Arquiteto, que para a Artusi Arquitetura, funciona da seguinte maneira:


  • Inicialmente é agendada uma reunião com o cliente para que ele exponha tudo aquilo que necessita, assim os profissionais podem traçar os melhores caminhos que irão compor o projeto. Os arquitetos neste momento apresentam ao cliente aquilo que é necessário que tenha nas instalações do empreendimento, demonstrando inclusive a especificações que devem conter quando o assunto é a acessibilidade, como a necessidade de instalação de rampas de acesso para cadeirantes, piso tátil, dentre outros recursos, tudo isso visando algo esteticamente bonito e que atenta aquilo que o cliente almeja;


  • Por atender especificamente empresas, a Artusi Arquitetura procura entender o mercado que a empresa atua, seus concorrentes e valores. Assim, é buscado criar um negócio funcional, que ajude a empresa crescer e conquistar a tão sonhada vantagem competitiva do universo empresarial. Por lidar exclusivamente com pessoas jurídicas, nosso escritório de Arquitetura dispõe de atenção redobrada naquilo que tange as normas da NBR 9050, oferecendo ao contratante segurança na escolha dos profissionais;


  • Este passo é de suma importância para definir como o projeto dará início, pois ocorre o estudo para definir os ambientes do projeto, bem como escolhas de materiais. Neste ponto ocorrem as colocações e definições de como a acessibilidade será importante para o empreendimento, devendo pensar sempre nas pessoas que irão transitar no ambiente quando pronto, redobrando a atenção principalmente aos materiais que serão utilizados no empreendimento;


  • A Artusi Arquitetura realiza o desenvolvimento de métodos para representar a seus clientes de maneira específica as informações que serão colocadas no manual, com esta maneira de trabalhar, diminui-se o risco de surpresas e todas as partes envolvidas no projeto conhecem tudo que está planejado integralmente, de acordo com normas técnicas exigidas para o bom andamento e conclusão do projeto;


  • Após a apreciação do projeto por parte do cliente, chega-se no momento de dar um passo a diante: definir fornecedores, bem como o conceito visual que será adotado, possibilitando assim, que seja feita a diagramação, que nada mais é do que a elaboração do layout, onde serão definidas e calculadas as especificações do projeto, onde também expostos todos os recursos inerentes à acessibilidade de pessoas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida;


  • Feito isso, a Artusi Arquitetura possibilita que seu cliente tenha acesso à diagramação, assim ele poderá sugerir correções ou simplesmente aprovar, dando-se assim posterior entrega do projeto, oferecendo a seus clientes a garantia de que seus serviços de Arquitetura estão de acordo com aquilo que é exigido por Lei;





Quando se trata de empreendimentos comerciais, arquitetura para franquias, a Artusi Arquitetura visa sempre empregar os conceitos mais modernos que existem no mercado em seus projetos, garantindo que pessoas com características diferentes possam interagir e frequentar ambientes planejados pelos profissionais que integram a equipe.


Por isso, no momento de contratar um arquiteto, é essencial buscar por profissionais que conhecem o ramo integralmente bem como façam uso das disposições das normas que regem a profissão e o serviço que exercem, como é o caso da NBR 9050, pois a inobservância de requisitos essenciais pode acarretar prejuízos diversos aos contratantes.

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